Ata da reunião de 18/06/2024

 

Reunião presencial, na Universidade de São Paulo.

Início: 14h.

Encerramento: 16h30.

Presentes: 1. Profa. Dra. Maria Inês Batista Campos (líder do Grupo de Pesquisa Linguagens, Discurso e Ensino); 2. Viviane Mendes Leite (doutoranda); 3. Larissa Vieira de Cerqueira (mestranda); 4. Luciana Taraborelli (doutoranda); 5. Rômulo Flores Dias Bolívar (doutorando); 6. Luiza Vargas (iniciação científica); 7. Rosana Silvestre de Lima (doutoranda); 8. Nathalia Akemi Sato Mitsunari (doutoranda); 9. Acir de Matos Gomes (pós doutorado); 10. Dante Augusto Assis Ribeiro de Freitas; 11. Bárbara Falcão (doutoranda).

Pautas: 1. Agenda; 2. organização de arquivos de pesquisa; 3. discussões teórico-metodológicas a partir de trecho do "Capítulo terceiro: As formas e imagens da festa popular na obra de Rabelais", in A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais.

 

1. Agenda

  • Prioridades no 2º semestre
  1. XV Jornada do GT Estudos Bakhtinianos da Anpoll (USP) - 7 e 8 de novembro;
  2. IV COPED (USP) - 10 a 12 de dezembro;
  3. XIV EPED (USP) - 22 e 23 de agosto;
  4. IX SIMELP - 2 a 7 de setembro;
  5. 15 anos da revista Bakhtiniana (PUC/SP) - 9 de agosto;
  6. aulas da disciplina de pós-graduação sobre argumentação sob a perspectiva bakhtiniana, às terças (14h), ministradas pela Profa. Dra. Maria Inês Batista Campos e pelo Prof. Dr. Lucas Nascimento.
  • Reuniões de orientação

Agendar, ao menos, 1 vez ao mês, uma reunião de orientação presencial.

Quartas às 9h ou às 17h ou às 18h.

 

2. Organização de arquivos de pesquisa

  • Até agosto, fazer backup em nuvem/ HD externo de arquivos de pesquisa (fortuna crítica, capítulos da tese/dissertação, dentre outros) armazenados no Google Drive vinculado ao e-mail USP e em computadores de trabalho (como de secretarias de ensino).

 

3. Discussões teórico-metodológicas a partir de trecho do "Capítulo terceiro: As formas e imagens da festa popular na obra de Rabelais", in A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais

  • Larissa: nas páginas 208 a 210, a mestranda destacou a "querela das mulheres"; a tradição idealizante (para qual a mulher é sublime) x a tradição gaulesa (para a qual a mulher é complexa e contraditória); a tendência cômica e a tendência cética nessa última tradição, que se valem da ambivalência não negativa.

A professora Maria Inês chamou atenção para o duplo que perpassa a obra de Bakhtin; para a ambivalência em sua concepção de singularidade; e para o apagamento da ambivalência no pensamento abstrato/ moralizador.

  • Luiza: nas páginas 210 e 211, a aluna de IC sublinhou a diferença entre idealistas/ epicuristas x tradição gaulesa.

A professora Maria Inês enfatizou, nessas páginas, os dois grandes interlocutores de Bakhtin: a literatura e a filosofia.

  • Viviane: a partir das páginas 211 a 213, a doutoranda tratou da semelhança entre o medo de Panurge e o medo do pai (em Cronos e em Édipo).

A professora Maria Inês ressaltou como, em Bakhtin, a tensão é um modo de analisar.

  • Luciana: das páginas 213 a 218, a doutoranda sintetizou o sentido geral das formas da festa popular e do carnaval; o caráter não oficial do carnaval (organizado pelo povo para o povo); as cerimônias e as figuras ambivalentes; a liberação total da seriedade da vida; a questão das palavras injuriosas.
  • Nathalia: nas páginas 219 a 224, a doutoranda destacou duas formas de compreender os símbolos da festa popular para as quais as Reflexões de Goethe abriram o caminho (como símbolos do destino individual, conforme o Romantismo; e como símbolos da onipresença de Deus, conforme realistas); as ideias de Goethe sobre a natureza e sobre o todo popular; o caráter político da praça pública do carnaval e do corpo do povo, em sua imortalidade histórica relativa.
  • Rômulo e Bárbara: a partir das páginas 224 a 241, os doutorandos refletiram sobre o Le jeu de la feuillé (sobre a grosseria como sistema e estilo e, não, como simples obscenidade) e sobre a função da tolice para exprimir o ponto de vista.

A professora Maria Inês reforçou a definição de festa/ humor festivo como modo de vencer o pessimismo existencialista.